Como era de se esperar, a greve geral do último dia 28 suscitou uma desgastante confusão que contrapunha apoiadores, para os quais esse tipo de mobilização é crucial na consecução de pautas importantíssimas para o trabalhador brasileiro, e detratores, que questionavam a legitimidade política da greve e focavam nos eventuais transtornos que trouxe à população (quando não, a suposta vinculação partidária). É um debate antigo; greve é um tema polêmico, que, além das linhas gerais, tem mesmo de ser analisado caso a caso, ponto a ponto. Ainda que muitas greves sejam deflagradas de surpresa ou em assembleias pouco representativas, o que configura basicamente começar mal, é preciso observar que a greve, além de ser um direito constitucional do trabalhador, muitas vezes representa a única forma de forçar uma negociação com empresários, sindicatos patronais ou mesmo o poder público, quando é o caso. E forçar uma negociação, em parte significativa das situações, representa não a obtenção de va...
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