Lembro-me de, alguns anos atrás, opositores do então governo Dilma queixarem-se da falta de "segurança jurídica" no Brasil, alegando que atitudes intervencionistas, irresponsáveis ou contraditórias do Planalto criavam um "cenário de incerteza" para empreendedores e investidores, prejudicando a situação econômica do país.
É curioso perceber como a passagem do tempo pode nos fazer olhar para as situações de maneiras diferentes. Uma vez concretizada a saída de Dilma da presidência da República, tão almejada pela turma do capital financeiro tão preocupada com a "insegurança", bom, a coisa entrou numa espiral de complicações tão grande que hoje temos muito mais motivos para fazer queixas desse tipo. Boa parte da equipe de primeiro escalão nomeada por Michel Temer há pouquinho mais de um ano já deixou o cargo em razão de investigações e denúncias, ou ao menos caminha na corda bamba pelo mesmo motivo. As queixas a Dilma pela rápida troca de Janine Ribeiro na pasta da Educação podem ser replicadas com muito mais vigor e fundamento acerca de um governo onde ninguém está seguro e a próxima denúncia pode derrubar qualquer de seus integrantes - inclusive, pasmem, o próprio presidente!
A insegurança gerada pela avalanche de delações premiadas e acordos de leniência, que coloca em xeque centenas de figurões de Brasília, eleitos ou não, soma-se à, essa sim, verdadeira "insegurança jurídica" com o nosso Supremo Tribunal, casa máxima da lei, cujas decisões são tomadas e revertidas sem aviso prévio e cujos critérios às vezes ficam obscuros à vista do cidadão. Loures, o homem da mala, vai preso e três semanas depois é solto; Aécio Neves perde o mandato e depois o tem devolvido. Não há dúvidas, meus amigos, de que o grau de comprometimento e de ingovernabilidade da gestão que aí está, aliada ao fisiologismo do nosso parlamento e às estranhíssimas canetadas arbitrárias do Judiciário, tornou o nosso querido Brasil um mastodonte sem controle onde a presunção de inocência é artigo de luxo e todo prognóstico de curto prazo é atestado de irresponsabilidade.
Ao cidadão pasmo que já tem medo de ligar a tevê, faço uma observação importante: no meio de toda a confusão, observe como a disposição das nossas instituições em levar adiante a denúncia contra Temer parece menor em relação à que derrubou Dilma, e como a Câmara - embora possa ser, naturalmente, tomada pelo "efeito manada" que gerou aquele resultado acachapante na votação do impeachment de Dilma - não parece nem um pouco disposta a derrubar o mais famoso cidadão da Transilvânia.
É curioso perceber como a passagem do tempo pode nos fazer olhar para as situações de maneiras diferentes. Uma vez concretizada a saída de Dilma da presidência da República, tão almejada pela turma do capital financeiro tão preocupada com a "insegurança", bom, a coisa entrou numa espiral de complicações tão grande que hoje temos muito mais motivos para fazer queixas desse tipo. Boa parte da equipe de primeiro escalão nomeada por Michel Temer há pouquinho mais de um ano já deixou o cargo em razão de investigações e denúncias, ou ao menos caminha na corda bamba pelo mesmo motivo. As queixas a Dilma pela rápida troca de Janine Ribeiro na pasta da Educação podem ser replicadas com muito mais vigor e fundamento acerca de um governo onde ninguém está seguro e a próxima denúncia pode derrubar qualquer de seus integrantes - inclusive, pasmem, o próprio presidente!
A insegurança gerada pela avalanche de delações premiadas e acordos de leniência, que coloca em xeque centenas de figurões de Brasília, eleitos ou não, soma-se à, essa sim, verdadeira "insegurança jurídica" com o nosso Supremo Tribunal, casa máxima da lei, cujas decisões são tomadas e revertidas sem aviso prévio e cujos critérios às vezes ficam obscuros à vista do cidadão. Loures, o homem da mala, vai preso e três semanas depois é solto; Aécio Neves perde o mandato e depois o tem devolvido. Não há dúvidas, meus amigos, de que o grau de comprometimento e de ingovernabilidade da gestão que aí está, aliada ao fisiologismo do nosso parlamento e às estranhíssimas canetadas arbitrárias do Judiciário, tornou o nosso querido Brasil um mastodonte sem controle onde a presunção de inocência é artigo de luxo e todo prognóstico de curto prazo é atestado de irresponsabilidade.
Ao cidadão pasmo que já tem medo de ligar a tevê, faço uma observação importante: no meio de toda a confusão, observe como a disposição das nossas instituições em levar adiante a denúncia contra Temer parece menor em relação à que derrubou Dilma, e como a Câmara - embora possa ser, naturalmente, tomada pelo "efeito manada" que gerou aquele resultado acachapante na votação do impeachment de Dilma - não parece nem um pouco disposta a derrubar o mais famoso cidadão da Transilvânia.
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